A demência é uma das doenças mais prevalentes e complexas nas pessoas idosas. Prevê-se que, no ano 2030, teremos, a nível mundial, 74.7 milhões de pessoas com algum tipo de demência.

Não existe, atualmente, cura para a demência: os medicamentos tratam os sintomas mas não as causas da doença. Intervenções não-farmacêuticas estão a ser testadas e aperfeiçoadas de modo a melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Estas incluem intervenções no sentido do aumento de competências de comunicação, redução de agitação e stress, e o emprego das novas tecnologias. O valor associado à disseminação de resultados destas intervenções é imensurável, mas, surpreendentemente, tal conhecimento não se encontra facilmente acessível aos prestadores de cuidados. E, paradoxalmente, são os cuidadores diretos aqueles que se deparam com as SITUAÇÕES DE TRABALHO MAIS EXIGENTES sendo, simultaneamente, o grupo mais sobrecarregado e o menos formado. As OPORTUNIDADES DE FORMAÇÃO  PARA ESTE GRUPO SÃO INADEQUADAS, já que o ambiente de trabalho dos mesmos normalmente não os estimula a envolverem-se em atividades de formação a longo prazo.

Existem diversas barreiras aos cuidadores diretos no que toca à sua participação em iniciativas de formação: 1) a maior parte do conhecimento encontra-se disponível apenas na língua inglesa e não em outras línguas; b) é geralmente difícil para eles encontrarem tempo para se envolverem em cursos que podem ser tanto custosos como morosos; c) possuem geralmente competências digitais baixas o que os impede de fazerem uso de recursos online; d) encontram-se normalmente associados a trabalhos mal remunerados e têm uma falta de motivação para envolvimento em atividades de formação.

O principal objetivo do projeto iDO passa, desta forma, por tornar o conhecimento existente disponível e acessível a trabalhadores direcionados para prestação de cuidados a pacientes com demência. O projeto pretende traduzir o conhecimento atual de uma forma acessível, motivadora e atrativa na forma de formação acerca da prestação de cuidados no caso de demência direcionada. A formação está direccionada aos cuidadores diretos, abrangendo, igualmente, profissionais que normalmente se encontram excluídos deste conhecimento.